De preconceito em preconceito, a imprensa – a internacional também – definha.

Por Adalberto Piotto
O caso dos nadadores americanos e a suspeita de falsa comunicação de crime ainda merece prudência. As investigações continuam, mesmo com vídeos e depoimentos comprometedores.
Prudência ao julgar nunca é demais.
Não é no que acredita, ao que parece, a colunista Nancy Armour, do USA Today, que abandonou o ceticismo jornalístico para apontar os dedos para a Polícia do Rio de Janeiro sem levar em conta esses fatos e vídeos que comprometem a versão dos seus conterrâneos.
Baseada em preconceito, que é o que de pior pode acontecer a um jornalista, ela toma lado dos nadadores de seu país em sua coluna acreditando na falácia de que o Brasil é o
Brasil e os americanos são americanos, claro que tomando pra si todas as virtudes, não sem antes jogar todos os defeitos para baixo da linha do Equador. Para ela, no simplismo de sua acusação ao Brasil baseado no “God bless America”, uma coisa é ruim naturalmente e outros são inocentes por natureza. E nada muda nunca.
Convenhamos que não é bem assim. O que a Justiça do Brasil e a polícia do Rio de Janeiro têm feito até aqui é executar seu trabalho de investigação e juntar provas.
Com uma eficiência que gostaríamos de ver sempre para todos os boletins de ocorrência made in Brasil, com ‘s”.
Mas não é por que a regra resvala com frequência no ruim que vamos punir a boa exceção.
A colunista Nancy Armour, ao punir o Rio de Janeiro e o Brasil – só porque são o Rio e o Brasil -, comete o mesmo erro de alguns colegas brasileiros que criticam os EUA só porque são os EUA. Simples assim.
O preconceito só não é apenas estúpido porque, como o nome diz, começa antes. É pior, portanto.
E um drama internacional que também fala inglês.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/olimpiadas/rio2016/blog/brasil-visto-de-fora-na-olimpiada/post/colunista-americana-diz-que-e-irrelevante-se-assalto-nadadores-realmente-ocorreu.html

Paes, o inovador

O grampo mostra sua face grosseira, arrogante, elitista e preconceituosa. Além de puxa-saco.

O que ele diz sobre Maricá, especialmente, coloca-o ao lado de Sarney que usava o helicóptero do Governo do Estado, no caminho para o aeroporto, para contornar a parte miserável de São Luís, do Maranhão pobre que os Sarney assim mantiveram. Paes ao lado de Sarney, que companhia, hein?

O que os olhos não vêem o coração não sente?

Mas os brasileiros ouvem tudo. E muito bem.