Pobre politicamente correto

Por Adalberto Piotto

O politicamente correto é uma defesa dos incapazes ao debate intelectualmente honesto, franco. Tem sido isso, lamentavelmente.
A aceitação de algo que lhe pode ser contrário, que lhe atenta contra às próprias convicções, independentemente de quais sejam, quando feita por meio de um debate real, normalmente duro, que precisa de civilidade e desejo para prosperar, se torna uma decisão para o lado convencido. Uma meta, no mínimo.
E por quê? Porque mesmo se você não concordar, sua consciência, se provida de honestidade intelectual, hombridade, levar-lhe-á, com o tempo, a aceitar aquele novo conceito de dentro pra fora. É o que chamamos de aprendizado da vida. A vida e seu tempo, sua natural evolução.
Há conflitos entre humanos desde muito, desde sua invenção.
O politicamente correto tem a pretensão da concordância coletiva, da convenção social. Não tem sido nada além de uma imposição, uma formulação de grupos de poder sobre outros. Uma ditadura.
A sociedade precisa do debate e da honestidade de cada um pra evoluir. Sim, da aceitação do diferente, do respeito ao contraditório pra se estabelecer um debate honesto. Um debate, afinal, não é feito entre iguais ou semelhantes.
A evolução real virá disso. Do resultado disso.
Senão, só teremos imposições temporárias de grupos com poder efêmero ou “da vez”. Com um temeroso respeito de fachada do público ao aparentemente diferente e um linchamento de reputações dos discordantes sob ideias não conectadas ainda, mesmo que apenas preconceituosas, com o novo momento social.
Uma tremenda perda de tempo.
É preciso juntar.