Solidariedade às vítimas justas

Ninguém em sã consciência quer uma polícia que agrida manifestantes em protestos democráticos.

Ninguém em sã consciência pode abrir mão de um aparato repressivo para conter vândalos que depredam bem público e punem com a pichação da violência e do vandalismo manifestações legítimas.

Exageros e desequilíbrios precisam ser contidos e punidos com severidade, seja de que lado for. Investigações sérias e críticas desprovidas de paixões ajudam na busca pelo certo e justo.

Nos extremos, não há inocentes, reconheçamos.

Eu tenho desprezo humano imenso por ambos os radicais.

A maioria da sociedade, de qualquer cor ideológica, está no meio disso tudo e é quem está pagando a conta da depredação dos vândalos, o salário do mau policial, dos administradores que lidam mal com o poder da força e de políticos espertalhões que, no subterrâneo, financiam criminosos para gerar o caos. E é quem está sangrando.

Atenção e honestidade intelectual ao julgar cada um desses atores da sociedade e uma corajosa compreensão de seu funcionamento é o mínimo que cada um de nós deve oferecer no momento.

A sociedade real que, em sua maioria, ora apoia um lado, ora outro, porque vê realidades em momentos distintos e é livre, independente e não aceita tutela, é quem nós somos com a complexidade inerente de quem quer avançar.

A praça de guerra de causas ocas tem alto poder de machucar gente inocente e produzir nenhum avanço real.

No caminho certo

Por Adalberto Piotto

Nós, os brasileiros, estamos fazendo as pazes com nossas instituições de Estado.

Isso é um avanço, afinal elas são nossas e são permanentes, diferentemente de governos – este último sequestrado por uma seita política e ideológica que traiu como nunca a esperança do voto.

É o que de principal se depreende da manifestação histórica deste domingo, dia 13, ao lado, claro, da decisão de dos brasileiros de exercer a democracia e assumir o direito e o dever de cuidar do país. Nas ruas do Brasil houve espontânea ovação à Justiça, com Sérgio Moro, ao Ministério Público da Lava Jato, com seus procuradores, e à Polícia Federal, de delegados e agentes.

São esses organismos, pertencentes ao Estado brasileiro, que lideram as investigações da corrupção endêmica e condenam os culpados, sejam eles quem forem.

E importante é que foram essas instituições, historicamente distantes da população ou com imagem meramente repressiva, que se moveram em direção ao brasileiros ao atender seus anseios de cidadania e justiça, atuando no estrito cumprimento de seus deveres constitucionais.

É o que temos visto.

Este país se unindo pra se tornar uma nação justa e com futuro.

É alentador.

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