Uma retomada

Mas não fiquei muito tempo sem escrever.
As outras mídias é que se mostraram mais acessíveis estes tempos.
Isso somado à falta de tato com essa tecnologia do blog do WordPress (o Facebook é tão mais fácil) e a dedicação a outros trabalhos fizeram com que me afastasse um pouco.
Abaixo, publiquei alguns dos posts que foram para o Facebook originalmente.
Vou buscar outros.
Mas voltei.
Ao menos por ora, estou de volta.


E vou escrever sobre o que está ao redor, o que observo, sem a pretensão de dar resposta, mas de me deixar instigar com os questionamentos.
A Filosofia prevê isso tudo. E eu gosto de Filosofia, sabemos.
E vou falar de muita coisa, como pretende este blog, mas muito também de vinhos e comida, duas paixões de muito tempo que conjugo no dia a dia e hoje, vejam só, estão na moda.
Mas volto a falar desses assuntos de outra forma: o lado humano que envolve vinhos e cozinha,  normalmente preterido pela crônica especializada, mas imprescindível.
Como pratos feitos em casa que são mais do que a foto mostra.
O bolo de chocolate com recheio de brigadeiro feito por mim era o único que minha princesa aceitava para seu aniversário este ano (fora assim também em anos passados).

Isso é o que o mundo chama de “confort food”.
Outro exemplo foi o cuscuz de frango com gosto de quermesse de paróquia de interior, do sertão de São Paulo de onde eu venho.
Este meu Homo Sapiens permite que se publique tudo o que é humano, desde que de bom gosto, o que inclui polêmicas, desde que com respeito.
E também vou escrever sobre minha visão do “algo a mais ” dos filmes que assisto.
Não, não será uma crítica. Os críticos já fazem isso. Muitos de grandes e pequenos veículos, pelo que vejo, só com pretensão ou arrogância.
Alguns poucos, de grandes e pequenos também, com conhecimento e respeito.
Irei por esse segundo caminho que,  pra mim, é o único aceitável.
E o farei com sensibilidade. Vejo filmes assim,  com esse “a mais” que o diretor buscou, o ator representou e o filme clama para ser visto tal como.
Sou um apaixonado por expressões faciais. E por olhar o filme ao redor do centro da cena.
Lembro-me do filme “A dama de ferro ” sobre Margareth Thatcher. Muitos da crítica reclamaram do filme porque esperavam um filme de história.
Deveriam ler livros de história para isso. Cinema pode ser até uma aula,  mas não tem esse objetivo como principal.
Assoberbados na ânsia de encontrar um defeito,  não perceberam que o filme era sobre o drama pessoal, só humano de uma das mais duras, temidas e poderosas mulheres do século XX.
E nisso o filme foi especular.
É assim que vejo filmes. Sem pretensões, só aberto a minhas emoções e intenções dos diretores.
Como no “Fomos Heróis”, com Mel Gibson. A delicadeza com que se trata da dor da guerra do Vietnã, no caso,  é de emocionar.
Há um “lava-pés” da humildade da proteção recíproca entre os soldados e uma entrega de cartas às famílias dos soldados mortos que são de uma profundidade e sensibilidade inatacáveis.
É por aí que vale ver as coisas.
É por aí que pretendo escrever, pensar e nos discutir. Sobre tudo.
Enfim, estou de volta.
Abraços e seja bem-vindo.

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