De vinhos e chatos

Li e ouvi atentamente alguns comentaristas de vinho nos jornais e nas rádios esses últimos dias.

Todos, com alguma exceção que me escape, só falaram de vinhos importados e caros.

Nada contra vinhos importados nem caros, embora prefira sempre gastar pouco e beber bem, até porque lamentavelmente somos um dos países no mundo que mais gasta dinheiro com vinhos por causa do sobrepreço dos impostos e pela sanha ambiciosa de alguns importadores e restaurantes (há graciosas exceções).

Mas tenho que dizer que tenho desprezo intelectual (só não é pior que desprezo moral) por esses pretensos críticos e comentaristas, ora homens chatos, ora meninas docemente arrogantes.

Ou desconhecem a realidade brasileira, financeira e produtora cada vez mais competente de vinhos, ou alimentam o esnobismo na mesma medida da própria ignorância.

Eu, como jornalista e estudioso independente do assunto, se pudesse, sugeriria a você que virasse a página ou mudasse de rádio rapidamente se o colunista de vinhos não for capaz de sempre lhe sugerir também alguma garrafa abaixo de 40 reais e um nacional.

É o mínimo que se deve esperar de um crítico realmente bom e capaz.

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