Terra de gente séria, sim, senhor!

Abrem-se alas para Suas Majestades automaticamente? Não. A República tem soberania e compromissos maiores com o coletivo.
Somos diplomaticamente abertos, de paz, mas o país é guiado por regras sérias, nem sempre modificáveis.
Então, o que se passou momentos antes da abertura das Olimpíadas é o que se pode chamar de gente séria a serviço do Brasil.
Nada além disso.
Conto a seguir.
Excêntricos ou com desejos turísticos inusitados, o rei e a rainha da Bélgica queriam porque queriam ir à favela do Morro dos Macacos, no Rio.
Imagine o aparato que precisaria ser montado para garantir a segurança do casal e sua comitiva, diante da realidade carioca (que também é brasileira) e sob os Jogos Olímpicos com maior risco de atentados (por causa da realidade mundial) que já tivemos na história?
Desviar efetivos, mudar planos, atender a condições especiais em situações extremas, tudo de última hora, são elementos de um pesadelo para a segurança de qualquer lugar do mundo.
Se o Brasil um dia foi por demais condescendente com pedidos de autoridades estrangeiras – se é que foi, insisto -, não o é mais.
Por profissionalismo extremado, postura, competência, discernimento e autoridade nacional, de comprometimento com o coletivo, o general Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, disse não aos assessores dos reis belgas, mesmo sob o risco do incidente diplomático. E não parece ter ouvido pedido de “jeitinho” brasileiro pra atender os belgas ilustres de nenhum superior no governo. Sua decisão de especialista e autoridade prevaleceu.
Regras são regras e não se deve curvar-se às excentricidades nem de estrangeiros nem de autoridades locais. O Brasil também é assim, sério.
Planejamento e compromisso precisam ser seguidos.
Parabéns, general.

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