De certo e de errado, a Natura foi natural e autêntica

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Segundo a própria nota do Direto da Fonte de Sonia Racy revela: “Esta coluna teve outras conversas com integrantes da iniciativa privada. Que, apesar terem a mesma linha de pensamento de Passos, preferiram o anonimato”.

Fato é que as escutas telefônicas estão revelando a verdadeira face de muita gente.

Melhor que o façam de própria vontade e à luz do dia sob o risco de colocarem suas biografias em lugar pouco nobre, assim como o bem cortado paletó ou saia que vestem.

Relações espúrias

Por Adalberto Piotto

Uma assessoria de imprensa deveria começar assim uma conversa com uma empresa que lhe pede ajuda para melhorar sua imagem e comunicação:

– Melhore seu produto e torne-se ética e socialmente responsável antes de tudo. O resto a gente faz e garante que dá certo.

Fato é que muitas empresas procuram assessorias para melhorar a cena do crime. E crime é crime, seja qual for, onde for e com que intensidade for. E as assessorias topam.

E todos depois reclamam que o Brasil está ruim.

Hipocrisia em seu estado mais bruto.

Dilma e a média

Por Adalberto Piotto

A inflação estourada acima de 10% é, sim, um crime de lesa-pátria cometido pela presidente Dilma.

É dela a culpa. A gerente, a chefe, a administradora. O resto é de paus-mandados que responderão por omissão, leniência ou covardia. Ou tudo isso junto.

Mas a “chefe” é a responsável pela tragédia econômica e ainda não veio a público pedir desculpas à nação por atentar contra um dos dois valores realmente coletivos da sociedade brasileira: a estabilidade econômica.

O outro valor é a democracia que ela igualmente atenta ao usar do pior estilo do ‘é dando que se recebe’ para se manter no poder.

Esta senhora, seu partido e seu mentor são uma tragédia na história deste país.

Que sirva de lição aos brasileiros que ainda acreditaram nos atalhos que essa gente ofereceu com segundas e terceiras intenções, menos as primordiais de soberania social.

Deu errado de novo, como sempre.

Construir um país justo é demorado e requer a boa fé da alma e o suor do corpo. Ambos foram dispensados pelo governo.

A receita tem competência, resiliência, desejo, vontade e disposição.

O melhor do Brasil são os brasileiros de bem.

O pior é a média da sociedade, omissa e imediatista.

Média de ricos, médios e pobres.

Essa é a gente que continua jogando lixo no chão, fazendo “gato” de esgoto, eletricidade, TV a cabo e de cidadania.

Já disse que o “gato” da barragem da Samarco não é melhor nem pior que o de quem liga rede de esgoto doméstica na tubulação de captação pluvial pra não pagar o serviço, poluindo ainda mais os rios e praias. É só uma questão de escala. A moral de um ou de outro está no mesmo nível de imundície.

Enquanto a média da sociedade for ruim, o país não será bom. E teremos governos ruins na média. É matemático.

Dilma só fez puxar mais pra baixo.

Com ela veio o país inteiro.

É onde estamos.

Força em 2016.

Crise de governança ou de caráter?

Quantos executivos da Samarco, a mineradora mineira, frequentaram os MBAs das prestigiadas escolas de negócios do Brasil?

Quantos deles ouviram e leram sobre gestão responsável, responsabilidade social e compromisso na relação com a sociedade?

Quantos praticaram isso tudo na barragem de Mariana, dois anos sem vistoria, ou na vergonhosa demora e falta de contingenciamento diante do rompimento?

E os executivos profissionais ou diretores apadrinhados de partidos e sindicatos dos Fundos de Pensão que comandam as estatais e empresas como a Vale, privatizada no seu capital, ainda comandada indiretamente pelo governo federal via Fundos?

Quantos desses, nas famigeradas reuniões de Conselho, se preocuparam com questões ambientais? Aliás, tinham preparo para isso?

O desastre de Mariana não é causa.

É consequência da omissão e do modo administrativo pouco eficiente e, em muitos casos, beirando a irresponsabilidade, das empresas brasileiras públicas e privadas.