A crise europeia vista sob olhos humanos

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Um rápido diário de quem viajou pra olhar e entender a crise

Por Adalberto Piotto

(escrito originalmente em novembro de 2011)

Na manhã do segundo dia em Paris, ainda estava cansado da viagem. Avião e aeroportos são uma combinação poderosa para deixá-lo exausto. Independentemente da classe da sua poltrona. É verdade que, desta vez, cansei menos. Mesmo assim, para reequilibrar o corpo fiz uma caminhada por Paris digna do Guinness Book. Numa tarde, fui de Montparnasse, onde fiquei hospedado, até a Torre Eiffel, passando pelo Arco do Triunfo, a Champs Elisées, Boulevard St Germain e Boulevard Raspail até estar de volta ao hotel. Sem medalhas pelo feito, me contentei com as taças de vinho e garrafas de Perrier que me mantiveram hidratado.

E já livre da minha rotina diária de âncora da CBN, de onde me desligara semanas antes, a viagem à Europa tinha dois objetivos: um poético, outro jornalístico. De poesia, era uma pesquisa para um romance que pretendo escrever, um Romeu e Julieta contemporâneo, visceral. De jornalístico, até porque jornalistas nunca deixam de ser jornalistas, vim tentar entender a crise européia pelo lado do cotidiano e humano das pessoas. Os correspondentes brasileiros, se pressionados ou não, têm tratado o assunto em ‘economês, politiquês ou generalês sem nenhum humanês’.

Nada disso me interessava.

O oposto e humano disso tudo é que movia e encantava.

E foi numa quinta-feira chuvosa de novembro passado que conversei com Stephane Casteran e Olivier Bove, amigos do Ministério de Relações Exteriores francês. Com Stephane, um almoço regado a muita conversa sobre filosofia e as escolhas que fazemos. Depois de passar por um tratamento forte contra a hepatite, ele me revelara que havia remodelado sua vida ao se tornar mais religioso, eliminar bebidas, cigarros e outras coisas. O transcedental, com o vagar do dia após dia, se tornara seu guia. Católico fervoroso e filosófico não sucumbia ao imediatismo das curas neopentecostais e pseudo-salvadoras. Mas é um sujeito, sobretudo, preocupado com o estado das coisas. Pessimista em relação à crise européia e um crítico do jeito de ser dos franceses que, segundo ele, “precisam trabalhar mais, atender melhor” para sair da crise, ele se mostrava cético para soluções no curto prazo.

Uma cena clássica da Paris clássica

E justificava o ceticismo.

 

Na França, berço de muitos pensadores, Stephane me conta que muitos hoje em seu país abriram mão de pensar. Tal como se autoinoculassem um anestésico anticrise, ‘anti’ assuntos espinhosos, etc. Convenhamos que conhecemos bem o que é isso. No Brasil temos muitos assim. Mas em nosso país, põe-se a culpa na educação ruim da média da população. Na França, a educação é muito superior, o que nos leva a pensar que o ser humano talvez tenha cores, religiões e fale línguas diferentes, mas são por demais parecidos nas suas idiossincrasias e contradições. Uns poucos se preocupam, a maioria espera sempre pelo melhor, otimista que é a espécie, mas nada faz para mudar as coisas. Mais ou menos como aquela coisa de querer ganhar na loteria sem jogar.

Logo depois do almoço com Stephane, que me disse querer mudar-se para o Paraguai, de onde é sua mulher (um lugar “mais feliz”, diz ele), Olivier Bove veio ao nosso encontro. Foi monsier Bove quem me recepcionou quando, anos atrás, estivera eu em Paris, a convite do governo francês feito por Stephane.

Com Bove, um café e muita conversa sobre política. Ele é do departamento de cooperação do Ministério. Mas falou sobre crise e sobre a dificuldade de se manter a zona do Euro com tantos sócios. O fato é que todos os membros como Grécia e Polônia, pouco preparados, ganharam poder de voto, mas não ofereceram nada ao bloco. Socialmente, a união foi boa e quase um paraíso a se levar em conta que só no século passado a Europa teve duas guerras. O fato é que economicamente não se chega a lugar algum com 27 membros dando opinião e tudo de muito importante precisando de unanimidade. É o que é a zona do Euro hoje.

E, claro, análises sobre a situação da Grécia, o endividado e incômodo parceiro no extremo sul e da Itália, também ao sul, mas muito mais próxima do centro tradicional europeu. Com certo cuidado, diz que uma eventual saída dos gregos do bloco poderia restabelecer a credibilidade da moeda. Quase uma torcida, na verdade.

Pergunto sobre a Itália, de problemas fiscais igualmente aviltantes nas contas. A despeito do parceiro rico e também endividado, ele evoca a seriedade das novas autoridades italianas para garantir que o país voltará à normalidade. Um julgamento pouco técnico a se levar em conta o déficit italiano, mas pessoal e, sim, também técnico a se considerar que Berlusconi deixou o poder em mãos de gente mais qualificada.

Mas crise de europeu, quando se caminha pelas ruas de Paris, é bem interessante. Os restaurantes ficam cheios, sobretudo à noite quando se sai de casa por opção. Nos lugares pelos quais passei, até há turistas, mas são regiões densamente frequentadas pelos parisienses. E os preços dos espetáculos e dos restaurantes não baixaram, sobretudo no jantar. E a se levar em conta que o euro vale quase três vezes mais que o real, os custos precisam ser bem equacionados. Uma prova foi que num almoço no tradicionalíssimo e simples le Relais de l’Entrecôte, em Montparnasse com a combinação francesíssima de carne, batata frita, saladinha e sobremesa com meia garrafa de vinho com a marca do restaurante, com luxo de bistrô, foram 80 euros para dois. À época, uns 220 reais, por baixo. Come-se o mesmo em São Paulo na hora do almoço, com um serviço mais atencioso pelo mesmo preço ou menos, com apenas o preço do vinho destoando por causa da absurda taxação brasileira. Mas, enfim, a idéia que no Brasil tudo é absurdo é equivocada, apesar dos habituais exageros. Afinal, no Brasil de qualidade quase tudo se paga: desde impostos altos, escola, saúde privada, etc.

Olhos franco-brasileiros e cosmopolitas

Olhar as coisas à distância requer, num primeiro momento, coragem por ter avançado sozinho e continuará a requerer controle da solidão intelectual, do pensamento. Ter preterido a adesão automática da maioria para ter o direito de análise é tão corajoso quando dolorido. Você não tem o calor dos amontoados para se aquecer, obra da Física de muitos corpos juntos e gerando calor que se soma, mas tem a fantástica liberdade individual de escolha, por vezes fria, mas ainda liberdade.

Estou no trem de Paris para Londres. Já é sábado, 3 de dezembro. Ao olhar a paisagem lá fora, tempo nublado que não me ressente, penso em tudo que vi, li, conversei e observei estes dias na capital francesa.

A sociedade se transformou, ou sempre foi assim, num amontoado coletivo que pensa e pratica o individualismo, numa dicotomia avassaladora, própria das contradições humanas menos nobres. Por isso, chamei de “calor dos amontoados” esta, falsa pra mim, sensação de calor e amparo que se imagina ter quando se adere a um jeito de ser apenas porque a maioria assim o faz. Abre-se mão da sobriedade da soberania pelo deslumbramento do suposto conforto do grupo, da opinião consentida e seguida sem muito pensar. Aliás, pensar dói, mas dá independência.

Esse coletivo que abarca um montão de gente é individualista ao extremo. Os europeus neste momento, em meio a crise, parece quere apenas se salvar. E quem disser algo com opinião forte, leva a manada para onde quiser porque esta quer apenas manter o que tem. Ignoram, no meu entender, que o mundo se fez de transformações. Ter um celular mais moderno, cheio de recursos e conectado 24 horas por dia à internet, não o torna revolucionário ou um visionário muito a frente de seu tempo. Entendermo-nos como sociedade neste momento de incertezas, olhando ao redor, pode ser mais poderoso que ser capaz de mandar um arquivo gigante em uma fração de segundos numa rede wifi poderosa.

Esse individualismo dentro do coletivo é de desesperar os crentes na raça humana. Duvida? Experimente então cair quando todos se movem num mesmo sentido. E o “cair” aqui é também no sentido figurado. Uma orda de pessoas costuma ser nada racional ou humana.

Por outro lado, quem se afasta corajosamente para pensar e agir de forma altruísta, não por apenas sobrevivência, é mais coletivista que os outros, apesar de estar distante fisicamente do grupo e escolhido a liberdade de escolher sozinho.

Li nos jornais na França que os alemães, parceiros na administração da crise, tem reclamado de sentimentos anti-germânicos com alusões ao nazismo por grupos franceses, radicais ou não, governamentais ou não. A Alemanha mais eficiente economicamente, mais rica e por isso mais confiante em expor suas opiniões anticrise, estaria incomodando os franceses. Meu santo! Isto é ressuscitar o ódio da 2ª Guerra. O argumento, além de preconceituoso, é estúpido e atrasado.

Fato é que ao se distanciar, quem não pratica o adesismo automático a grupos se permite o autoquestionamento e, com isso, garante o livre discernimento, natural da espécie humana, a sua racionalidade. Com isso, pode fazer uma melhor escolha que servirá também às multidões. Não se trata de um individualismo, mas de um indivíduo (podem ser vários) que pensa no coletivo, uma dicotomia agora do bem.

Não ouso aqui fazer comparação com a posição alemã ou francesa na crise européia, mas apenas de fazer um ensaio sobre o comportamento humano sob certa luz filosófica.

Por isso, num exemplo bem simples, confesso que não escolho uma comida porque está na moda. É difícil entender porque as pessoas comem algo apenas pela aceitação no grupo.

Tenho uma tese que, sei, será reclamada. Mas a onda de comer comida japonesa e de se declarar budista deve ofender quem entende e gosta de verdade da culinária japonesa e professa de forma consciente o budismo.

Continuo este texto já no trem que me leva a Cheltenham SPA, ao sudoeste de Londres, nos Cotswolds, nessa minha saga pelo romance Giovanne e Giovanna, o meu Romeu e Julieta modernoso que pretende discutir e entender o amor em meio a essa sociedade contemporânea, de competitividade extremada, de busca desenfreada por resultados no trabalho e na carreira, no antes um sorriso de seus superiores – que pode indicar uma nova promoção – que um beijo do seu homem ou de sua mulher – que só faz transparecer carinho e amor, paixão aflorada, dependendo da movimentação das duas línguas.

Claro que aqui, longe de querer ser um monge do amor, entendo que quando “falta dinheiro, acaba a paixão”. E fazer amor dá fome. E comida tem seu preço. Um certo equilíbrio é recomendável. Mas equilíbrio significa…como é mesmo aquela palavra? Hummm…ah, significa equilíbrio. Conheço gente, homens e mulheres que são insuportavelmente bem-sucedidos e insuportavelmente sem brilho pessoal. Brilham tanto na profissão que lhes falta luz para serem ao menos agradáveis quando estão tomando um mero café – sem falar de trabalho e conquistas pessoais – e conseguir rir de si mesmo, o que aproxima outro ser humano naturalmente, seja pra rir junto ou para dar motivo pra mais graça.

Mas voltando ao diário de bordo, já são 14h43 deste sábado, 3 de dezembro, e acabei de passar pela estação de Reading. Os ares ingleses são algo diferente, sugerem certo cosmopolitismo que a França, mesmo em Paris, não tem. Não dá pra falar do tamanho da crise européia aqui por enquanto. Só saí e entrei em trens até agora. Mas apesar de estar aqui para uma pesquisa sobre o romance, não dá pra fechar os olhos. Distanciado porque ousou ir à frente, você enxerga mais, apesar de correr o risco de saber das coisas antes.

Isso tudo me faz lembrar de ontem, ainda na França, quando fui visitar a Maison Du Champagne Deutz, em Ay, próximo à Epernay. Tudo isso, claro, faz parte da fabulosa região de Champagne. E preciso dizer que tive uma recepção das mais calorosas e uma conversa das mais inteligentes com Monsieur Lallier Deutz (lê-se dâtiz). Gentil, educado, bem informado, um francês cortês e internacionalizado. Ele é o presidente da empresa familiar e com orgulho me contou que começou a trabalhar como girador de garrafas no pepitre, um suporte de madeira usado para vinhos espumantes feitos pelo método tradicional. É que fazer champagne é uma arte tão intensa que logo depois da primeira fermentação em grandes tonéis, quando o suco de uva vira vinho, a segunda fermentação, já dentro da garrafa, é que vai transformar o vinho em espumante, criar as bolhinhas. Neste pepitre, a garrafa é colocada de cabeça para baixo para que os sedimentos que provocaram essa segunda fermentação se concentrem no gargalo. E neste caso, até o processo final, a garrafa tem de ser girada ¼ de volta diariamente inclinando-se mais ainda até ficar na vertical, congelar o material sólido das leveduras que é expelido quando se abre a garrafa que ainda tem tampinha metálica e, depois, completado com o licor de expedição, um tipo de vinho, se arrolha de verdade como se vê nas garrafas finais. Pois é, o atual presidente da empresa ficava virando essas garrafas ¼ de volta diariamente numa adega fria e com pouca luz.

Monsieur Lallier Deutz, um francês do mundo

Falamos de mercado de champanhee, de vinhos, ele me guiou por uma visita particular e especial por toda a companhia, fizemos degustação de quatro de seus champagnes e, por fim, me convidou para almoçar na sala de refeições privativa do presidente. Uma comida francesa de primeira com um serviço e atenção impecáveis. E mais um Blanc des Blancs para o prato de entrada – camarões grelhados sobre um molho/purê de tomates levíssimo.

 

Foram três horas de atenção exclusiva do presidente da empresa concedida a mim. Uma honra. E muita conversa. Até sobre religião. Ele, católico, me conta que os Deutz vieram da Alemanha e eram protestantes. Por isso, Willian Deutz, ao vir para a França, era um obstinado em fazer as coisas acontecerem. Queria provar que estava certo em ter aberto uma empresa e alcançar o sucesso. Me conta que esse lado protestante-alemão de seu ancestral, de querer prosperar e ver nisso algo atingível e de direito do ser humano, é a razão da empresa existir até hoje e ter uma filosofia de sempre fazer melhor e manter constante a qualidade de seus vinhos. Lembrei-me de meu pai, também católico, que diz que a família deveria ter seguido o protestantismo do lado alemão de minha avó paterna, sem as autopunições, a obrigação de sofrer que o cristianismo católico, quando exagerado e, suponho, mal-professado e compreendido, sugerem aos seus fiéis. Ela, que não seguiu o protestantismo da família, tornou-se uma católica fanática e cheia de erros de concepção, sempre baseados no sofrimento.

Monsieur Lallier-Deutz, não por acaso, é um francês viajado e com visão cosmopolita, aberta, como me conta neste caso da religião. Tinha acabado de voltar de uma viagem ao Japão onde foi promover seus vinhos. E me conta dois lados dessa história, um oriental e outro ocidental, ambos riquíssimos.

Falando em champanhe, a degustação dos Deutz foi fantástica

O japoneses que estão em recessão econômica desde o boom dos anos 80 e acabaram de ter um terremoto e uma explosão numa das usinas nucleares, estão bebendo champanhe mais que antes. Explica o senhor Deutz: “assim como em boa parte do mundo, champanhes eram no Japão também uma bebida apenas para comemorações e ocasiões especiais. Agora, apesar dos recentes problemas, e talvez por causa deles, os japoneses têm consumido muito mais champanhe e tomado de forma mais natural, apenas pelo prazer de beber, de viver”. E japoneses que trabalham doze, treze horas por dia fazem por merecer.

 

A citação do trabalho no Japão, um grande cliente do Champagne Deutz, é apenas para provocar a segunda história, a do lado ocidental.

A viagem que fiz a Epernay foi numa sexta. Na quinta anterior, Lallier-Deutz tinha acabado de chegar da sua viagem continental. No dia seguinte, lá estava ele trabalhando e me recebendo. A vinícola, com mais ou menos uns dez funcionários trabalhando, embora lá trabalhem 80, parecia vazia. Mas o dono estava lá e me explicou que a legislação trabalhista na França é algo surreal. Os franceses praticamente trabalham apenas de segunda a quinta, quatro dias por semana. E ele que viajou, fosse um funcionário normal, teria direito a quatro dias de descanso para se recuperar do longo tempo de viagem de Tóquio a Paris. Como é o dono, estava trabalhando. E não via ali nenhum absurdo. Afinal, o boi engorda às vistas do dono. E continuou a dizer que a legislação inclusive não permite que você dirija o seu carro logo depois de uma viagem como esta.

Surpreso com tudo aquilo, pergunto sobre a crise européia. Ele, claro, diz que as preocupações só aumentam e que esta crise é maior que a de 2008 e terá pelo menos, segundo ele, mais uns dois anos de dificuldades. Talvez aí o esforço dele para aumentar o mercado externo. 60% dos 2 milhões de garrafas do Champagne Deutz são vendidos na França, o que indica uma fantástica aprovação interna (uma garrafa de Brut custa em torno de 30 euros em Paris), e igualmente uma preocupação se o consumo interno cair drasticamente.

Ainda me explicando a peculiaridade da legislação trabalhista francesa, ele me conta que certa vez na China, outros que trabalham horas e horas a fio, mas ganhando muito menos que os japoneses, embora cresçam vertiginosamente e estejam comprando terras e indústrias no mundo inteiro, aumentando seu poder tecnológico, um gerente de uma rede de hotéis luxuosos com presença em todo país, onde o Champagne Deutz é a bebida oficial, disse que “a China é o mundo do desenvolvimento e a França é o mundo do conforto”. Faz sentido, não?

Fato é que boa parte dessa crise européia, quando você conversa com europeus conscientes e que não tem a Europa no umbigo, caso de monsier Lallier-Deutz, só vai ser resolvida quando os europeus, que se acostumaram a esse bem-estar social invejável, começarem a trabalhar mais. Na crise, se trabalha. No caso dos franceses, em particular, isso parecer ser mais que uma opção. Trata-se de uma imposição. O país perde competitividade, apesar de ser dono de tecnologia, porque outros países, com tecnologia superior, igual ou que a estão desenvolvendo, já perceberam que trabalho forte ajuda e muito a combater crises econômicas.

E o cenário político francês parece não ajudar. O presidente Nicolas Sarkozy, o marido francês de Carla Bruni, que “não toma uma taça de vinho”, segundo o proprietário do Champagne Deutz, (ela toma e gosta muito do melhor champagne que os Deutz fazem – o Amour de Deutz) fez um discurso na televisão, quase populista na quinta-feira, sem apresentar grandes alternativas para superar o momento delicado. Nesse namoro de aproxima-separa com a chanceller alemã Ângela Merkel, ambos vocalizam o condomínio europeu, ele falou como candidato já preocupado com a eleição do ano que vem, em maio. Político, em qualquer lugar, quer mesmo é ganhar eleição.

E a oposição francesa parece estar perdida, sem discurso. E os esquerdistas daqui acham Lula um estadista. Poderia ser pior?

Quando estiver em Londres no início da semana, talvez seja possível falar mais disso.

 

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